Comemoração: 30 anos de Snow Crash

Comemoração: 30 anos de Snow Crash

Em junho de 1992, era lançado o romance Snow Crash nos Estados Unidos, a obra que traria o termo e a ideia de Metaverso como um futuro possível.

 

Redator: Heitor Augusto Colli Trebien

 

Snow Crash: a novel, de Neal Stephenson, destacou-se na época em que foi lançado e ultimamente tem sido revisitado, por trazer um conceito hoje muito falado no mercado: o de Metaverso. 

A obra foi traduzida para Portugal como Samurai: Nome de código e no Brasil já foi traduzido como Nevasca pela Editora Aleph em 1 janeiro de 2008. Em 16 de março de 2015, a editora lançou a segunda edição e manteve o mesmo título do original em inglês.  

No site de Amazon, na seção mais vendidos, o livro de 2015 aparece na posição 49, sendo uma obra popular do gênero Cyberpunk. 

A Aleph irá lançar uma nova edição em 5 de julho de 2022 e a pré-venda já se encontra na 11ª posição dos mais vendidos. 

Junto com Neal Stephenson, aparecem nomes clássicos do gênero Cyberpunk, como William Gibson, Issac Asimov e Thea Von Harbou, roteirista de Metrópolis, clássico que foi dirigido pelo seu marido Fritz Lang em 1927. 

O romance Snow Crash trouxe um conceito muito importante, usado no Marketing do Meta (antigo Facebbok) e que se assemelha a nova onda do Multiverso – o termo Metaverso: um lugar totalmente digital no qual podemos nos comunicar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através de avatares.

A obra traz concepções de vida completamente digitais, pautadas na ciência e na mitologia, como religião racional, origem da linguagem humana com referência à Torre de Babel, vírus virtual e biológico (que se misturam no livro), além de robôs digitais com grande inteligência e capacidade de pesquisa. 

O Metaverso surgiu como uma nova perspectiva de vivência, sendo uma segunda região virtual na qual o ser humano vive e trabalha. Muitas outras obras artísticas também trazem concepções de mundo virtuais imersivos com o apoio da tecnologia, como Digimon Adventure (1999), Sword Art Online (animação – 2012), Ready Player One (Jogador Nº 1 – 2018), entre outras.

A ficção é permeada por lugares imaginários nos quais podemos viver e expressar outras facetas de nossa identidade e hoje o Metaverso, através de tecnologia de ponta, promete tornar realidade.

Em Snow Crash, por exemplo, Hiro, o protagonista, acessa esse universo com utensílios da própria vestimenta: como fones de ouvido e óculos de realidade virtual. Lá, ele trabalha como espadachim e hacker, tudo em um mesmo lugar. O Metaverso é maior do que a própria Terra, por ser um ambiente criado artificialmente, como descrito a seguir: 

A Rua parece ser um grande bulevar que percorre toda a extensão de um equador de uma esfera negra com um raio de pouco mais de 10 mil quilômetros. Isto lhe dá uma circunferência de 65.536 quilômetros, o que é consideravelmente maior que a Terra. (STEPHENSON, p. 36-37, 2015)

Os avatares e os ambientes podem ser hiper realistas ou fantasiosos, isto é, podemos encontrar na rua um avatar semelhante ao seu usuário ou encontrar uma criatura fantástica como um dragão. As possibilidades são múltiplas, depende da criatividade do criador e do potencial de renderização do computador. 

Para quem quiser ter mais contato com a cultura Cyberpunk, essa é uma ótima leitura! Além dela, leiam Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e a trilogia de William Gibson, que começa com Neuromancer. 

Para mais indicações de leituras e novidades, acompanhe a Velip!

 

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Referências

STEPHENSON, Neal. Snow Crash. Trad. Fábio Fernandes, ed. Eletrônica, São Paulo: Editora Aleph, 2015.